A evocação deste trabalho de Conclusão de Curso está em compreender que a audição de vozes ditas "intrusivas", enquanto psicopatologia em diferentes possibilidades diagnósticas, fora, em outro tempo e contexto, objeto de interpretação não epistemológica ou de "cabinet", "bureau" ou do dito "catalogável", e, portanto, sem a interpretação médica própria de uma de suas grandes áreas, a Psiquiatria. O "inominável" do "fenômeno", o "estar próximo de Deus", que antecede mesmo às escritas bíblicas do Cristianismo, o "ouvir os fenômenos naturais a estabelecer comunicações", "antepassados", "objetos", "amores inatingíveis", "agentes contemporâneos, futuros ou pregressos, distantes ou impossíveis", animais, anjos, demônios, ou mesmo a evocação de um inconsciente superior que atinge o eu-lírico, o artista, em seus momentos de epifania e revelação, é próprio do homem pré-moderno, pré-psiquiatria.